Sobre mim e meus livros de poesia

 Estou em busca da razão das coisas, do motivo pelo qual a humanidade insiste e persiste em sua existência mesmo em face a tantas calamidades. Vira e mexe, alguma situação horrenda como a colonização, a escravidão, o holocausto e, ainda mais admirável, o extermínio do povo palestino vem à nossa consciencia nos mostrar que o que somos dificilmente se entende ou se explica. Somos injustos, violentos, egoístas e não parece que temos sempre noção disso. Sempre penso em Dorian Gray, cheio de si, orgulhoso de sua vida e beleza, de repente, vendo a si mesmo em seu retrato cheio de vermes e maldições. Luta contra a imagem, a repuldia: "não sou eu", pensa ele, mas é, é sim. A humanidade é Dorian Gray, não há sentido em sua glória, na verdade sua glória quase sempre resulta em autodestruição. Por isso, persigo a razão da nossa insistência e revelo, criticamente a dureza da nossa imagem. Minha poesia é verdade, é difícil. Não falo de flores na janela, nem de cartas de amor. Eu falo do que somos e do que podemos aprender com isso.

O Urro de homem Rude é meu primeiro livro de uma nova fase, onde assumi o nome Beto Riel, um pseudomino que quis usar desde a juventude quando queria ser um cantor. Nesse trabalho minha atenção está voltada para a violência da polícia, o sofrimento dos palestinos, alguns conflitos pessoais dos indivíduos, como na poesia A feia, que parece ter encontrado algum prestígio com  público, e de racismo, de solidão e da luta pela sobrevivência no capitalismo. Gostei muito de ter escrito esse livro e penso que as pessoas irão gostar de lê-lo também.

Capa de O Urro de um Homem Rude


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O Escudo do Absurdo

O Escudo do Absurdo é um livro de poesias que tratam das circunstâncias do mundo neste momento; guerras, violência policial, perda de sentido, acúmulo de capital pelos bilionários, miséria e opressão de todos os tipos. Nascido da percepção de que quanto mais tecnologia o mundo tem, mas ainda ele se afunda em expropriação e violência, da percepção de que os indivíduos veem o mundo como um teatro de absurdos, onde o significado está perdido e o futuro não existe. O fim do amor, da fé, da esperança e da ideia de humanidade que se percebe a cada dia no crescimento do autoritarismo, da disfunção social, da morte da espiritualidade. É uma voz que aceita o absurdo porque não tem escolha alguma.



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